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Março de 2009

Eu acredito que o amor entre mãe e filha é algo que ultrapassa todo e qualquer limite. É um amor puro, sem cobranças, sem querer nada em troca... um sentimento que tudo perdoa, que tudo compreende, explica e justifica.

Eu acredito neste amor porque eu posso senti-lo. Ele tem voz, tem cheiro, tem lágrimas e sorrisos, tem uma paz única e um conforto que aconchega até mesmo meus maiores pesadelos.

A única coisa que este amor não tem é tempo. Ele é infinito, atemporal e eterno.

Mas a dona do meu amor maior tem idade... São 50 anos muito bem destribuídos em 3 filhas, muitos amigos, dezenas de pacientes, um namorado e um neto!

 

Mãe, Feliz Aniversário!

=)

 

:: Postado por mazinha às 08h58
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Fevereiro de 2009

Eu tinha apenas 9 meses de vida qdo ele me tirou de casa. Eu morava sozinha nessa época. Foi tão traumatizante que não me lembro mais da cara dele.

Era tão canalha que foi logo passando a mão na minha bunda. Como eu já era inteligente, percebi que minha mãe tava por perto e abri a boca. Chorei bem alto, que era pra ela saber msm! Foi minha sorte! O carinha ficou sem graça e foi todo sorridente me levar pra ela. Além de me ver pelada, ficava falando: "É menina, é menina!".Ah, meu, fala sério: alguém já chegou a pensar que eu era homem?!?

Ainda bem que eu saí daquele hospital - não sei pq eu fui pra lá, nem doente eu tava!

Ah! Como foi bom chegar em casa! Nunca ri tanto!Aquele monte de gente falando: "ai, que linda!", como se eles precisassem falar pra eu saber. Pessoa que não gosta de boteco é um porre! Eu querendo dormir e nego lá, enchendo o saco! "Vai beber, caralhoooo!", eu pensava.

Cresci e percebi que aquelas 2 vozes que eu ouvia qdo morava sozinha eram das minhas irmãs. Com o tempo, elas falavam que eu tinha sido achada no lixo e que eu era estranha. Hoje eu sei que o Q.I. delas não conseguia acompanhar minha fabulosa mente.

Pré-escola. No meio do ano, um idiota me disse que queria me levar no banheiro pra ver minha calcinha. Não entendi... "Mãe, pq ele quer ver? Ele não usa!" Saí da escola. Aprendi em casa a ler e escrever. Escrevia certinho "Xuxa, Xuxo e Xuxão". Sempre tive alma de artista.

2ª série - quebrei a perna. Qdo fui tirar o gesso, saí do hospital com um pé descalça. Esqueci de levar a sandália do pé engessado. [:D]

Com 15 anos tomei meu primeiro porre. Daí em diante percebi que a vida não é apenas uma festa. SÃO VÁRIAS!

Com quase 25 anos, concluo que: nunca mais morei sozinha, não me tornei uma dessas pessoas chatas, que não gostam de boteco, e estou prestes a comemorar 1 década de baladas regadas a cerveja.

A todos os funcionários da BRAHMA: meu muitooo obrigada!

 

:: Postado por mazinha às 08h58
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Janeiro de 2009

O que me prende à vida e às pessoas é a felicidade. É o prazer que me causa a companhia, o fortalecimento do sentimento, a amizade...

Não há sentimento que me prenda a algo ou a alguém que me cause tristeza. As pessoas podem ficar tristes perto de mim, podem chorar, podem querer colo, podem pedir conselhos (mesmo sem ouvi-los), podem falar da vida e da morte sem medo de serem julgadas... Eu tenho sempre ouvidos para aqueles que me são caros, para aqueles que, mesmo em dias cinzas, me causam a alegria ou prazer de estarmos juntos.

Mas as pessoas que me fazem sofrer, ou que causem em mim um pingo de desgosto pela vida... Ah, essas eu evito. Dessas pessoas eu me livro como se fossem um fardo ou uma moléstia.

Nem mesmo o amor compensa a tristeza.

Algumas pessoas me perdem, mesmo sem saber, mesmo sem sentir, simplesmente por me fazerem triste.

Eu não preciso de pessoas maléficas. Faz parte da minha seleção de amores e amigos...

 

 

:: Postado por mazinha às 08h57
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Dezembro de 2008 - II

          C-O-R-A-Ç-Ã-O

        COR

     AAA              ÇÇÇ               àÃà        OOO

         I... N... É...R...C...I...A.....

            TODO

               P  A   R   T eee...

 

 F

     R

        A

           G

              M

                 E

                    N

                       T

                         O

 

:: Postado por mazinha às 08h55
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Dezembro de 2008

Época de despedidas...

É difíci me desprender de tudo e de todos que conquistei este ano. É igualmente difícil não chorar e não sorrir, não carregar esse misto de alegria e tristeza...

É estranha a sensação de matar uma saudade criando outra. É inútil tentar fingir que ter um certo tipo de vida por tempo determinado não me deixa confusa e insegura.

Eu não conseguiria, mesmo que quisesse, não chorar por não ter mais a presença alegre dos meus alunos, a música diária do meu tio, a alegria contagiante da minha tia, as conversas com os meus colegas de trabalho, a felicidade de morar na cidade em que nasci...

Mas também é impossível não me sentir feliz e reconfortada sabendo que poderei ter as maravilhosas conversas com a minha mãe, acompanhar pessoalmente a vida das minhas irmãs e voltar a ser a amiga que eu era pra Vivi, pra Má e pra Taís.

É uma época de despedidas e de "reencontros". Despedida do emprego que tanto me fez crescer, do contato direto com a família e dos amigos que fiz aqui. E o reencontro com o meu mundo, com as minhas pessoas, com os meus cachorros...

Eu sinceramente não sei mesclar emoções.

 

:: Postado por mazinha às 08h53
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Novembro de 2008

Eu não gosto da banalização. Gosto de coisas banais, até, mas banalizar a vida e tudo o que está embutida nela é uma estupidez sem tamanho.
Agir como se a vida estivesse fazendo um favor ao corpo, fazê-la pagar aluguel de um lugar que é seu é pura banalização. É desperdício de alma, e alma ninguém empresta.
Tratar as pessoas com aspereza, não conseguir enxergar nelas um mínimo de potencial é banalizar, mais que a própria pessoa, o poder de criação de Deus.
Repetir aos quatro ventos e a todas as pessoas "eu te amo" é banalizar o sentimento, é diminuir o próprio coração. "Eu te amo" é um sentimento, não uma frase.
A hipocrisia daqueles que acreditam no ritmo, e apenas nele, multiplica a coisificação das palavras, dos pensamentos sóbrios, dos desejos sinceros e amáveis. Destrói a natureza humana que há por trás da poesia. E poesia sem sangue, sem veia, sem pulsação nada mais é que matar quem a criou.
Ritmo e letra devem alimentar a alma, não serem propagandistas do corpo.
Até mesmo a morte foi banalizada. Diariamente é citada como quantidade, causa ou conseqüência. As pessoas perdem a vida, não o número do R.G..
E Deus não é nosso "amiguinho de infância". É nosso pai, nossa mãe, nosso criador. Banalizá-lo é não se saber existente.
Saber a importância das pessoas é fundamental para se reconhecer nelas.

:: Postado por mazinha às 08h52
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Setembro de 2008

Eu gosto quando as pessoas evoluem, quando realizam sonhos, quando sorriem como quem vê alegre sua saudade.

Em cada rosto eu vejo uma mente e um coração, sempre em conflito, sempre tão juntos sem saber.

Talvez por excesso de sanidade, talvez por ignorância, talvez sem motivos, ainda olho o nascer do sol como quem espera pela morte.

Ainda me arrependo por ter conhecido algumas palavras tarde de mais, por não ter sido capaz de formulá-las quando tudo o que eu deveria era sabê-las exatamente como quem as criou. Mas ainda me resta sensibilidade para a esperança de que quem as precisava ouvir, ainda que tarde, ainda que eu não a veja escutar, me ouve.

Tenho ainda boas memórias do futuro. Cenas, pessoas e acontecimentos que, num presente que não é o de agora, jamais me lembrarei de ter sonhado.

Acaso não me suceda o fim da memória ou do bom-senso, os bons pensamentos que conheci de pessoas já distantes jamais deixarão de me guiar.

Tenho minhas maldades muito bem projetadas, minhas vinganças muito bem formuladas; e minha incapacidade de realizá-las muito bem sabida.

Desconheço muito da vida, mas me agarro fortemente a tudo o que me é possível aprender, assim como também me apego fielmente à idéia de que todo conhecimento que possuo pode ser transferido e aumentado.

Não costumo brigar aos berros. Palavras importantes necessitam ser degustadas, entendidas, refletidas, tratadas com todo o respeito, pausa e silêncio que merecem.

Palavras e pessoas precisam ser sempre algo que faça evoluir, que faça Deus sorrir e não se arrepender de os ter criado.

 

:: Postado por mazinha às 08h51
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Julho de 2008 - III

Uma vez um amigo me mandou um artigo do Rubens Alves em que ele dizia "[...]as palavras para mim são música. Eu as uso como quem toca um instrumento, porque elas são belas, porque elas são diáfanas pontes coloridas sobre coisas eternamente separadas, pelo prazer que me dão. As palavras fazem amor.". Foi a primeira vez em que coloquei uma frase no orkut. E isso acabou de tornando um vício, uma maneira de guardar minhas frases preferidas e de revelar, sem que nem todos entendessem, o tipo de pensamento que tive no dia.

A primeira pessoa que percebeu isso foi, lógico, minha mãe.

Como também foi ela a primeira que entendeu meus inúmeros silêncios como choro, como pedidos de ajuda.

É sempre ela, a pessoa mais desafinada que eu conheço, que me compreende pelo tom de voz, pela música que canto, pelos mínimos sons que emito.

É minha mãe que carrega no ombro a responsabilidade de sorrir sinceramente comigo e de tentar mudar o mundo quando ele não me agrada.

Foi ela quem me apresentou o homem da minha vida: meu pai. E é ela que me aponta quais não são os amores da minha vida.

É minha mãe que tem no nome a palavra mais bonita do mundo, a palavra que contém milhões de frases e uma infinidade de excelentes sentimentos.

Minha mãe é a minha palavra, frase e música preferidas.

Minha mãe faz as palavras fazerem amor.

 

:: Postado por mazinha às 08h50
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Julho de 2008

Às vezes eu chuto o pau da barraca, às vezes eu chuto a barraca com o acampamento todo, às vezes enfio o pé na jaca, às vezes meto os pés pelas mãos...
Meu signo não me deixa mentir: sou ariana, dessas bem impulsivas, bem teimosas, que querem tudo na hora, mas que esperam uma eternidade pra fazer algo...
Não tenho o gênio forte, muito pelo contrário... mas gosto de me vingar, de vez em quando gosto até de fazer sofrer. É um desses prazeres que sexo nenhum proporciona, sabe?...
Acredito piamente nos meus inimigos: são eles que sabem se estou sendo injustiçada ou se realmente mereço as coisas ruins que acontecem. É uma pena eu não ter diálogo com nenhum desafeto, eles me seriam muito úteis...
Mas também não sou do tipo que aceita conselho de qualquer um. Conselho pra mim é praticamente descartável... no fim das contas, faço o que me dá na telha. Aí saio chutando o pau da barraca, querendo abraçar o mundo com uma perna só, dando tiro no escuro, trocando seis por meia dúzia...

:: Postado por mazinha às 08h45
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Junho de 2008

Um conselho: acostumem-se com as contradições da vida. Ela é cheia de nos pregar peças, de nos fazer gostar do ridículo, de nos colocar em situações que merecem óculos coloridos, danças esquisitas e felicidades tão infantis que acabamos nos esquecendo que já passamos dos 15 anos... (e olha que isso foi há muito tempo!!!!)

Mas eu não tenho medo do ridículo. O momento ridículo é sempre delicioso, sempre merece uma foto - que você esconderia se por acaso estivesse procurando o amor da sua vida...

Falando nisso, outro conselho: não deixe que o amor da sua vida trate você como uma flor. Como se sabe, flor gosta de água... e uma cervejinha ou outra é indispensável pra qualquer tipo de relacionamento, né?

Bom, mas eu disse uma cervejinha ou outra... nada de querer ficar de porre no primeiro encontro, oferecer tequila pra vó dele(a), querer imitar a Madona em plena festa de noivado da família dele(a) ou paquerar o guarda que te mostrou o bafômetro...

Classe é fundamental... mesmo em um momento ridículo, daqueles de inspirar Falcão e Reginaldo Rossi...

E, como tudo acaba onde começou, um último conselho: aproveite ao máximo os momentos ridículos da vida! São eles que farão você sorrir sem ninguém entender o porquê.

 

:: Postado por mazinha às 08h44
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Maio de 2008

Eu tô saindo da lama

Eu tô indo pra cama

Não tenho tempo a perder

Eu voltei a viver

Eu voltei a me ver

Eu voltei a querer

Minha coroa, meu reino, minha jóia,

Meus amores, minha honra, minha glória,

Eu tô no clima do vento,

O que eu não sei, eu invento

Eu mudo meu comportamento

Eu não me comporto

Eu não me importo,

Eu não me importo...

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

 

Hoje em dia, já não me importo com o que as pessoas são. Importo-me com o que elas me falam, me fazem e me fazem sentir.

O carro, a marca da roupa, a profissão ou o sobrenome não me interessam. Nada disso me fará chorar ou sorrir.

Somente os movimentos humanos despertam em mim os mais variados sentimentos. Somente as pessoas podem me comover.

E ninguém nunca precisará me lembrar do que me fez de bom ou de ruim. Nada eu esqueço... Rancor e gratidão têm o mesmo peso e duram o mesmo tempo em minha memória.

Entretanto, isso não me torna uma pessoa insensível, que nada perdoa, tampouco uma pessoa tola, que tudo aceita. Perdôo, mas não esqueço. Sou grata, mas posso deixar de amar ou gostar.

Sou segura em relação ao que quero, gosto e ao que não gosto e não quero. Mas sou totalmente insegura no que diz respeito ao que preciso ou sinto. Um simples pensamento pode mudar todos os planos que fiz ou fazer evaporar tudo aquilo que eu senti.

Não gosto de mentira. Normalmente, evito mentir; e quando minto, minto tão descaradamente que nem minha própria sombra seria capaz de acreditar. Eu respeito as palavras que ouço, leio, falo e escrevo. Jamais mentiria uma coisa pequena, sem importância.

E jamais falaria totalmente a verdade se estivesse bêbada. Não sou ingênua a ponto de exibir tão facilmente o que, muitas vezes, escondi por muito tempo.

Eu disse que não costumo mentir. Esconder é outra coisa... E isso eu faço muito.

 

 

 

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

 

 

Um dia eu descobri que as pessoas não eram perfeitas.

Então me senti no direito de errar.

 

:: Postado por mazinha às 08h42
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Março de 2008 - III

Eu ando de bem com a vida ultimamente. Estou sorrindo, cantando, falando e bebendo mais que o normal.
Se é uma fase ou um começo de vida... eu sinceramente não sei. E também não estou buscando essas respostas, nem precisando ouvir conselhos de pessoas muito seguras em relação ao estilo de vida adequado para a "vida saudável". Eu estou feliz, isso não é o mesmo que estar saudável?!?
Eu estou tentando me libertar dos meus medos e das minhas tristezas.
Estou me apaixonando lentamente. Bem lentamente, mas com sinceridade. Nada de ficar com empréstimos de corações. Quero continuar dormindo e acordando feliz e cantando por saber que tem alguém bem legal pra falar comigo no msn.
Os meus livros continuam abertos, dialogando comigo... e as minhas músicas continuam serenas.
Nada de muito mudado em mim.
Apenas minha cabeça e meu coração.
Pensando bem, tem muita coisa mudada
em mim.
E eu estou feliz em saber disso.

Sorriso

:: Postado por mazinha às 08h40
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Março de 2008 - II

Acredito que duas coisas no mundo são eternas e extremamente necessárias: o tempo e o sentimento.

O tempo, tão complexo por si só, consegue ser o vilão e o mocinho em questão de segundos. Ele mesmo se promove, ele mesmo se cria e se destrói.

E nós, seres tão ignorantes e despreparados comparados a ele, ora desejamos que ele destrua sua natureza e acelere sua vida, ora choramos por ele ter acabado tão repentinamente.

E tudo o que podemos fazer para mudar isso é termos paciência e acreditarmos que o tempo não está contra nós, ele está apenas fazendo a sua parte, vivendo a sua vida... e há bilhões de pessoas no mundo querendo modificá-lo. E ele precisa ser impessoal.

Não adianta chorarmos por não ter dado tempo. Há sempre mais tempo pela frente, há sempre a opção de esperar para ver dar certo.

E quanto aos nosso sentimentos, nada tenho a dizer que não seja algo já velho, já pensado.

O tempo é comum a todas as bilhões de pessoas do mundo.

Os sentimentos são estas bilhões de pessoas.

Escolha sua dezena de pessoas preferidas, siga seus melhores sentimentos e aproveite seu tempo.

 

:: Postado por mazinha às 08h38
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Março de 2008

Eu gosto do preto no branco, da palavra reta, da sinceridade a qualquer preço.
Eu quero as mãos espalmadas, as bocas coladas, os olhos cerrados, os sorrisos trocados.
Eu aprecio os olhos nos olhos, a frase no gesto, a carícia no sossego.
Eu espero a paz de espírito, a guerra da saudade, o sorriso da presença.
Gosto de tudo assim, bem no seu ritmo, seguindo seu fluxo...
porque eu sinto a letra e embalo a melodia,
porque eu leio o verso e descubro a poesia,
porque eu olho pra perto e enxergo longe...
Fora de ordem as coisas também se ajeitam, também me agradam.
Eu vejo sabedoria na bagunça, eu encontro diversão na procura, eu descubro uma saudade na incerteza.
Eu gosto do preto no branco, do rosa no amarelo, do cinza no lilás.
Eu gosto das cores, da luz e da escuridão.
E eu preciso do brilho da lua.

:: Postado por mazinha às 08h37
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Perfis de Orkut

Normalmente eu salvo o que escrevo para o perfil do orkut. Resolvi colocar aqui o que tenho guardado...

Taty, especialmente pra vc! hahahahaa

Perfil de Julho de 2008

Não me olhe com superficialidade, nem ache que o que eu escrevo e falo é simples como parece.

Em cada linha há milhares de pensamentos, em cada palavra há centenas de filosofias, de sonhos, de desilusões... Tudo em mim palpita de uma forma descontrolada, acima do esperado.

A cada dia invento uma nova forma de amar, uma nova maneira de fazer com que as pessoas se apaixonem por aquilo que me parece grandioso. Levar a pensar e aguçar a curiosidade são experiências inenarráveis, é o que me prende aos livros, é o que me faz amar as pessoas independente de suas atitudes, crenças ou filosofias.

Não interprete meus sonhos como os de quem dorme. Os meus não têm duração... Meus sonhos têm insônia. Eles são ágeis e desconexos, bipolares, saudáveis, doentios...

Meus momentos de solidão são repletos de pessoas imaginárias, amigos fiéis e amores eternos. Minha mente nunca me deixa só, há sempre alguém melhor que a realidade dentro de mim, descobrindo-me, decifrando-me, devorando-me, fazendo-me nascer.

A cada amanhecer meu vocabulário aumenta. Nomes e neologismos são incorporados à minha vida como se lhes faltasse apenas o momento ideal para surgir.

As pessoas são recipientes de todo e qualquer sentimento que existe em mim. Sou pequena demais para guardar sensações tão amplas. Meu universo é grande demais para ficar no anonimato.

 

:: Postado por mazinha às 08h30
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